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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

RESENHA: Traições (Strange Angels #2), de Lili St. Crow


Título original: Betrayals
Autora: Lili St. Crow
Ano de publicação: 2011
Editora: Novo Século
Nota: 3/5


"O Mundo Real é um lugar apavorante.Pergunte a Dru Anderson, dezesseis anos, órfã, garota durona que encarou sua cota de vilões. Armada e perigosa, ela não vai se entregar sem lutar. Assim, vai levar um tempo até que ela descubra em quem pode confiar...

Pobre Dru. Seus pais se foram. Seu melhor e (está bem!) único amigo Graves foi mordido por um lobisomem. E ela acabou de saber que o sangue correndo em suas veias não é totalmente humano. Agora seu estranho e belo salvador, Christophe, a escondeu em uma Schola secreta para djamphir e lobisomens adolescentes. O problema é que ela é a única garota por ali. E sabe quais são as más notícias? O instinto assassino de Dru diz que um de seus colegas de escola quer vê-la morta.

Com todos os olhares sobre ela, descobrir um traidor dentro da Ordem significaria muito mais do que suicídio social...

Dru Anderson não tem medo do escuro, mas deveria."

AVISO: PODE CONTER SPOILERS

Primeiramente eu gostaria de lembrar o quão fascinantes são as sinopses de Strange Angels. Incrível como conseguem acabar com as chances que o livro tem de ser comprado.

Traições é o segundo volume da série escrita por Lili St. Crow, em que no primeiro volume (clique para ver resenha em vídeo) a protagonista se vê sozinha no mundo, já que pai - com quem vivia desde a morte de sua mãe -, foi transformado em um zumbi. Já no segundo, Dru está na Schola, uma escola especial para djamphirs e lobisomens, onde poderá ser treinada e protegida adequadamente de Sergej (que se você leu o primeiro livro sabe muito bem quem é).

O problema é que há um espião na Schola, e Dru não está sendo devidamente treinada. Mesmo assim, ao desenrolar da história, ela descobre bastante sobre si mesma e sobre o que é capaz, ao mesmo tempo em que se encontra em uma maré de desconfiança em relação à todos. Até Graves, com quem pensava que poderia sempre contar, começa a se envolver com outras pessoas.

Em Strange Angels, a autora ainda era bem imatura em relação à escrita, mas do fim para cá (e com para cá eu quero dizer o segundo livro) ela melhorou bastante, mas o uso constante de "cê" ao invés de "você" durante a história realmente me irrita - isso e a forma muitas vezes forçada do uso de palavrões. 

O ruim dos livros dessa série é que o clímax de todos eles (ou de todos os dois que eu li) são no final, então para explicar melhor a história, eu teria que comentar grande parte do enredo - o que não seria nada legal -, e isso acaba atrapalhando um pouco.

Recomendo a leitura para quem não espera muita coisa, a mitologia não é das mais criativas e você precisa entender que não vai ser algo que irá mudar a sua vida (okay, talvez mude a de alguns, mas acho que a minoria).

É isso, espero que tenham gostado. Até a próxima postagem,

Laura.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

RESENHA: Fahrenheit 451, de Ray Bradbury


Título original: Fahrenheit 451                               
Autor: Ray Bradbury
Ano de publicação: 2009
Editora: Globo
Nota: 4/5 

"A obra de Bradbury descreve um governo totalitário, num futuro incerto mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instaladas em suas casas ou em praças ao ar livre. O livro conta a história de Guy Montag, que no início tem prazer com sua profissão de bombeiro, cuja função nessa sociedade imune a incêndios é queimar livros e tudo que diga respeito à leitura. Quando Montag conhece Clarisse McClellan, uma menina de dezesseis anos que reflete sobre o mundo à sua volta e que o instiga a fazer o mesmo, ele percebe o quanto tem sido infeliz no seu relacionamento com a esposa, Mildred. Ele passa a se sentir incomodado com sua profissão e descontente com a autoridade e com os cidadãos. A partir daí, o protagonista tenta mudar a sociedade e encontrar sua felicidade."


Quando ouvi falar desse livro eu esperava mais uma dessas famosas distopias do momento. Mas, muito pelo contrário, além de ser totalmente diferente - além de mais 'adulto' -  o livro foi lançado na década de 50 nos EUA.

Fahrenheit 451 traz uma sociedade na  qual o sofrimento não existe. No entanto, pra isso acontecer, as pessoas pararam de se apegar umas as outras, de terem conversas significativas e a leitura foi proibida pelo governo - por não ser igualitária com todas as pessoas. O personagem principal (que não é um adolescente rebelde contra a sociedade ~choque~) se chama Guy Montag e é um bombeiro. Só que nessa sociedade todas casas tem uma proteção contra o fogo, então o que ele faz é ir na casa de pessoas que possuem livros e queimá-los.

No entanto, Montag conhece uma menina chamada Clarisse que o faz refletir sobre sua vida. Só assim ele percebe os defeitos na sociedade, as vidas vazias, o entretenimento barato, o pouco valor a vida, entre outros problemas. Começa a perceber que na verdade ele é extremamente infeliz, por mais feliz que parecesse. E começa a pensar sobre os livros, o que será que tem pra serem proibidos? Porque ele tem que queimá-los?

A única coisa que não gostei muito do livro foi que algumas coisas acontecem meio rápido demais. Como o protagonista acabou de contestar sua vida inteira ele está meio perdido, e ao tentar se restabelecer ele faz com que certas coisas aconteçam rapidamente. Além disso, Montag não tem muito controle das suas reações, que acabam não fazendo muito sentido, e isso me deixou um pouco perdida. Mas o protagonista não tem que ser bom para o livro ser e acho que Fahrenheit 451 mostra isso perfeitamente.

Uma frase famosa que descreve esse livro é "Ignorance is bliss" que significa ignorância é felicidade. O livro te faz repensar sobre a sua vida porque o mundo está caminhando pra direção da sociedade desse livro, uma sociedade que não busca se informar; uma sociedade que, pra se proteger da tristeza, se torna ignorante; uma sociedade em que tudo imposto é aceito; uma sociedade em que o entretenimento nas grandes telas (que ocupam a parede inteira do comodo no livro) não tem o menor significado e mesmo assim todos assistem. E o final do livro - que é brilhante - traz outra reflexão muito interessante também.

Depois de ler esse livro você para pra refletir como você tem agido na sociedade, se você só tem concordado com tudo ou simplesmente pensar 'e se...?', e eu adoro quando um livro é capaz disso, de te fazer pensar. Outra coisa é que o livro não parece ter sido escrito há 60 anos, pois cada dia mais a sociedade tem ido para o caminho descrito pelo livro, fazendo-o parecer muito atual.

E vocês, o que acharam da ideia do livro? Curiosos?

Até quinta,

Letícia.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

RESENHA: Princesa Mecânica, de Cassandra Clare


Título original: Clockwork Princess
Autora: Cassandra Clare
Ano de lançamento: 2013
Editora: Record
Nota: 4/5

"Continuação de Príncipe mecânico, “Princesa Mecânica” é ambientado no universo dos Caçadores de sombras, também explorado na série Os Instrumentos mortais, que chega agora ao cinema. Neste volume, o mistério sobre Tessa Gray e o Magistrado continua. Mas enquanto luta para descobrir mais sobre o próprio passado, a moça se envolve cada vez mais num triângulo amoroso que pode trazer consequências nefastas para ela, seu noivo, seu verdadeiro amor e os habitantes do Submundo."

A resenha de hoje é do livro Princesa Mecânica, lançado recentemente pela Record. Esse livro é o final da trilogia As Peças Infernais, escrita por Cassandra Clare - que também escreveu a famosa coleção Os Instrumentos Mortais. Ambas coleções se passam no mesmo mundo, ou seja, um mundo com anjos, demônios, vampiros, bruxos, fadas, entre outras criaturas sobrenaturais. No entanto, a história acontece em Londres, em meados do século XIX. Eu pessoalmente, gosto mais dessa coleção do que da outra, tanto com relação aos personagens, quanto ao próprio enredo. Recomendo a leitura dela, então se não leu, leia a coleção,  mas não leia essa resenha porque vão ter spoilers dos primeiros dois livros.

No início do livro,  a Tessa está noiva do Jem, enquanto Will, livre de sua maldição, está reprimindo seus sentimentos para a alegria do seu parabatai. Mas, mais importante que isso, o Magistrado está se fortalecendo e em segredo então não tem como saber contra o que eles estão lutando precisamente. Além disso, os outros nephilim não os apoiam na luta contra o Magistrado porque o Cônsul está indo contra eles por ter medo da Charlotte tomar seu lugar. Além disso, as origens de Tessa tentam ser desvendadas durante toda a obra, gerando um novo conflito. E a doença de Jem piora cada vez mais, além do yin fen que ele tinha acabar. Outros conflitos importante é a relação dos irmãos Lightwood com as pessoas do instituto, que se desenvolve e a chegada e adaptação da irmã do Will no instituto.

Então, já deu pra perceber que muita coisa acontece no livro né? Mas apesar de muitos acontecimentos e a mudança de ponto de vista, que ocorre com frequência, o livro não fica confuso. Por isso o livro é um pouco maior (minha versão é em inglês, mas tem mais de 500 páginas), mas não é chato. Também, além da história ser super completa e cheia de reviravoltas, os personagens são muito apaixonantes. O Jem é simplesmente perfeito da sua maneira fofa, e o Will com seu sarcasmo constante é apaixonante. Juro que não sabia como a autora ia conseguir resolver esse triangulo amoroso. Mas ela conseguiu de maneira brilhante. 

Acontecem muitas coisas inesperadas durante todo o livro e os diferentes conflitos fazem com que você não queira largar o livro hora nenhuma. Cassandra escreveu esse livro de maneira brilhante. O único motivo de não ser 5 estrelas é porque apesar de tudo é sim mais uma história que você lê para passar o tempo e gosta muito, no entanto, pelo menos pra mim, não é um livro super marcante igual um cinco estrelas deve ser. Não é o melhor livro do mundo, mas é muito bom e eu recomendo a leitura da coleção toda.

Até a próxima postagem!
Letícia



terça-feira, 26 de novembro de 2013

RESENHA: Doce Vampiro, de Flynn Meaney


Título original: Bloodthristy
Autora: Flynn Meaney
Ano de lançamento: 2010
Editora: Versus
Nota: 4/5

"Nós já entendemos. A mensagem veio em alto e bom som: vocês acham os vampiros demais. Sua irmãzinha acha os vampiros demais. Sua mãe acha os vampiros demais. Todas as mulheres na face da Terra acham os vampiros demais. Meninas amam vampiros, e eu amo meninas. Infelizmente, elas não parecem me amar."

Quando seu pai consegue uma promoção de emprego e sua família se muda para Nova York, Finbar decide se tornar um vampiro. Lê todos os livros sobre o assunto que se possa imaginar, de Drácula à Sede de Sangue – supostamente o livro mais lido entre as garotas em que repara –, e começa com uma série de "atitudes de vampiro", para que consiga uma namorada. Finn não é do tipo com o qual as garotas querem algo; sua pele pálida mais assusta do que aproxima e ele não tem muito jeito com o sexo oposto (apesar de ser uma ótima companhia para ver comédias românticas com sua mãe).

Ele tem um irmão gêmeo, Luke, bom em qualquer esporte que se possa pensar e popular entre as garotas. Os dois são bem amigos e em momento algum Finn diz ter inveja do irmão.

Enquanto Luke vai para um colégio católico por conta de uma bolsa, Finbar vai para um colégio público e lá conhece Jenny, uma ruiva que pinta o cabelo de preto e é apaixonada por vampiros. Por querer que as coisas sejam diferentes na nova cidade, Finn se torna mais sociável e até faz algumas amizades – como uma caloura, de quem passa a gostar.

O livro é leve, bem-humorado e de rápida leitura; recomendo para quem quer sair de uma ressaca literária, as idiotices do protagonista com certeza vão te fazer querer ler mais e mais.

O nome, a capa e, talvez, a sinopse não ajudam muito com o livro. Mas posso garantir (ou quase isso) que é um livro muito bom. Comprei por $9,90 (com o tempo vocês vão perceber que eu comprou muitos livros nessa faixa de preço) em uma livraria da minha cidade, já pensando que não seria grande coisa. Na verdade, não é mesmo, o livro é um chick lit que você consegue ler em menos de um dia, mas é realmente engraçado. Não é como se eu tivesse rido durante toda a leitura, mas de tempos em tempos parava um pouco só pra rir, e talvez seja por isso que eu tenha dado tal nota ao livro. Eu não esperava muito dele, e a pouca expectativa que tinha foi ultrapassada. Assim, Doce Vampiro cumpre, e muito bem, seu papel de chick lit (sinto que estou repetindo demais o termo lá, lá, lá), sendo a nota merecida.

Alguém aqui já leu? Quer ler? Deixem nos comentários!

Laura.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

RESENHA: Garotas de Vidro, de Laurie Halse Anderson


Título original: Wintergirls
Autora: Laurie Halse Anderson
Ano de lançamento: 2012
Editora: Novo Conceito
Nota: 4/5

"Então ela me conta tudo, as palavras cuspidas com as migalhas do muffin de frutas vermelhas, as vírgulas mergulhadas em seu café.
Ela diz quatro frases. Não, cinco.
Eu não posso me permitir ouvir isso, mas é tarde demais. Os fatos chegam de mansinho para me apunhalar. Quando ela chega a pior parte
... corpo encontrado em um quarto de motel, sozinho...
... as paredes ficam mais altas e minhas portas se trancam todas. Eu faço que sim com a cabeça, como se estivesse ouvindo, como se a gente estivesse se comunicando, e ela nunca vai perceber a diferença.
Não é legal quando uma garota morre."

Garotas de Vidro é um dos livros que eu comprei por um preço super baixo (e com isso quero dizer cada um por dez reais) na Saraiva. Quando os livros chegaram, foi um dos últimos que eu pensei que leria, mas acabei pegando-o no topo da pilha e acabei gostando bastante.

A história é contada no ponto de vista de Lia, uma garota que sofria de distúrbios alimentares, a partir do momento em que sua antiga melhor amiga morre depois de ligar para ela trinta e três vezes. Só de ler a sinopse do livro já dá pra perceber que é uma história dramática (o que, na maioria das vezes, eu não gosto) e de superação, mas é tudo muito envolvente e você se apega com facilidade aos personagens.

Anos antes de brigarem, Lia e Cassie (a melhor amiga) fazem uma aposta para ver quem fica mais magra, e com o tempo perdem totalmente o controle da situação. Agora, com Cassie morta, além de ter que conviver com a morte da garota, Lia precisa emagrecer, já que para ela o peso ideal nunca chega. É interessante (e confuso) a forma como a protagonista informa as calorias de tudo o que vai comer e como vai fazer para se livrar daquilo depois.

No começo, você pensa que está tudo bem, que ela só manteve alguns hábitos, mas com o desenrolar da história você percebe que não, não está tudo bem, e que o problema só piora. 

Garotas de Vidro é um daqueles livros em que te jogam na mente de alguém, e você vê tudo a partir do ponto de vista dessa pessoa. Até as confusões de Lia são confusas (oh, do you swear?).

Apesar do clima tenso e da realidade retratada no livro, é tudo muito bem escrito e estruturado, achei o final digno (ao melhor estilo A Lista Negra) e recomendo a leitura. Não tem exatamente um porquê, a verdade é que é um assunto sério e pouco retratado na literatura; o livro nos mostra que uma coisa pequena pode se transformar em algo grande e muitas vezes irreversível.

Bem, é isso! Espero que tenham gostado da resenha, comentem aqui embaixo o que acharam, se já leram etc, também podem sugerir livros para resenharmos ou assuntos para comentarmos. :)

Laura.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

RESENHA: Garota Exemplar, de Gillian Flynn


Título original: Gone Girl                                  
Autor: Gillian Flynn
Ano de publicação: 2013
Editora: Intrínseca
Nota: 5/5 
"Uma das mais aclamadas escritoras de suspense da atualidade, Gillian Flynn apresenta um relato perturbador sobre um casamento em crise. Com 4 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo – o maior sucesso editorial do ano, atrás apenas da Trilogia Cinquenta tons de cinza –, "Garota Exemplar" alia humor perspicaz a uma narrativa eletrizante. O resultado é uma atmosfera de dúvidas que faz o leitor mudar de opinião a cada capítulo. Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública – e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy –, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele?"

Honestamente, se eu visse Garota Exemplar em uma livraria, sem conhecê-lo, eu não compraria. Não é o tipo de livro que eu gosto... Eu, na verdade, conheci ele, em uma turnê que a Intrínseca fez para divulgar os livros de lançamento, e, assim que ele foi explicado, fiquei com uma curiosidade imensa com relação a história. Além disso, já tinha ouvido falar bem do livro, então comprei ele na primeira oportunidade que tive.

O livro tem como foco um casal cuja esposa, Amy, desaparece na manhã do seu 5º aniversário de casamento. Todos as evidências apontam Nick, seu marido, como culpado, porém ele jura não ter feito nada. Ao longo do livro você vai conhecendo mais sobre o casamento dos dois e sobre a personalidade de cada um dos personagens, e o leitor descobre que o casamento deles, supostamente perfeito, era péssimo e cheio de segredos.

 A narração é alternada, um capítulo narrado por Nick e o outro por Amy - no caso, como ela está desparecida, é por um diário que ela mantinha, então mostra o casamento deles desde o inicio. O diferencial do livro, é justamente tal narração porque os narradores se contradizem o tempo todo, deixando a escolha do leitor em quem acreditar. Além disso, há informações inéditas o tempo todo, fazendo sua opinião mudar constantemente, além de reviravoltas e surpresas, coisa que o livro também tem, e muitas.

O livro leva o leitor a várias conclusões precipitadas e confusões de pensamento, além de fazer ele reavaliar sua noção de um bom casamento e de conhecer as pessoas ao seu redor. Além disso também faz muita referencia à mentiras e meias verdades que são contadas em relacionamentos que são de confiança, desde um casamento até a relação entre irmãos. Esse livro difere muito das minhas leituras usuais, mas mesmo assim me chocou e eu me apaixonei pela história porque ela realmente envolve o leitor e você não quer parar de ler até entender tudo que aconteceu.

Sem dúvida merece 5 estrelinhas pelo conteúdo e pela ótima escrita da autora que prende o leitor por 200% da obra.

Até a próxima resenha,

Lets.


quinta-feira, 31 de outubro de 2013

RESENHA: Gênesis, de Bernard Beckett


Título original: Genesis                                  
Autor: Bernard Beckett
Ano de publicação: 2009
Editora: Intrínseca
Nota: 5/5 

"Em uma Terra devastada nasce uma nova sociedade. Separados do mundo exterior por uma cerca em pleno oceano, seus habitantes vivem em absoluto isolamento - aviões que se aproximam são abatidos; refugiados, executados. Até que um soldado escolhe romper com as regras e, em vez de disparar, resgata das águas uma menina. Ele muda para sempre o curso da História."

Gênesis foi um dos livros que comprei por menos de $10 no estante da Intrínseca na Bienal. A maioria das pessoas que eu via lá estavam o carregando e depois vi muita gente postando fotos do livro. Nunca tinha ouvido falar, nem no livro, nem no autor; mas confesso que e surpreendi. Muito.

O livro começa com Anaximandra, que está fazendo um teste para entrar para A Academia, instituição que governa a sociedade atual. O teste tem duração de quatro horas, e é todo baseado na vida de Adam Forde o cara da sinopse, um cara que resgatou uma sobrevivente em uma época onde isso era proibido. 

Quando lhe é dada a função de vigia, Adam atira em seu colega de posto e salva Eve, a sobrevivente, infringindo assim as leis e sendo sentenciado à uma pena - inicialmente a intenção era matá-lo, mas chegam a conclusão de que isso podia gerar rebeliões, então o mandam tomar conta de um robô com com cara de orangotango e inteligência artificial, o Art.

Grande parte da história se desenrola a partir de diálogos entre os dois, e a frase da capa "O que realmente significa ser humano?" se aplica muito bem.

O legal de tudo isso é que a história do Adam é contada a partir da entrevista da Anax. O livro é dividido entre as quatro horas e os intervalos entre elas. Durante essas horas, a personagem principal é questionada sobre o assunto que escolheu para o teste, a vida de Adam, e assim ficamos sabendo mais sobre ele. Anax reproduz diálogos e faz uso de hologramas, diversificando partes do texto.

O livro conta com questões filosóficas e históricas (ou quase isso, já que nada que é histórico no livro realmente aconteceu), e as falas dos personagens são bem estruturadas e desenvolvidas. Gênesis não é grande, são só 173 páginas, mas a história presente ali é extensa e abrange muita coisa.

Eu tive um treco no final. Não que o livro tenha perdido qualidade, isso na verdade foi bem genial, mas é chocante. O que se descobre nas últimas páginas te faz pensar "mas ué, como assim?" (talvez eu tenha feito o uso de palavrões) e fiquei repetindo "A Anax... O Péricles..." por um tempão fora ter que me segurar pra não contar o que acontece pros meus amigos. O que o autor fez foi com certeza uma ousadia (QUEM DIABOS FAZ UMA COISA DESSAS? UGH) e eu o admiro por isso. Se soubesse desde o início o que descobri nas últimas páginas não leria o livro da mesma forma e agradeço por não saber.

De qualquer forma, recomendo muito o livro, é bem rápido de ler (eu levei dois dias, mas assumo que enrolei e enrolei e enrolei porque ficava assistindo à séries de TV) e a história flui com facilidade. É bastante informação, mas nada é simplesmente jogado ali e dá pra levar numa boa.

Alguém aqui já leu? Se sim, ficaram tão chocados quanto eu no final? E quem não leu, foram atraídos pelo livro e "sua grande descoberta"? Comente aqui em baixo me contando. :)

Laura.

sábado, 12 de outubro de 2013

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

RESENHA: Anna e o Beijo Francês, de Stephanie Perkins


Título original: Anna and the French Kiss
Autora: Stephanie Perkins
Ano de lançamento: 2011
Editora: Novo Conceito
Nota: 4/5

"Isso é tudo o que sei sobre a França: Madeline, Amélie e Moulin Rouge. A Torre Eiffel e o Arco do Triunfo também, embora eu não saiba qual a verdadeira função de nenhum dos dois. Napoleão, Maria Antonieta e vários reis chamados Louis. Também não estou certa do que eles fizeram, mas acho que tem alguma coisa a ver com a Revolução Francesa, que tem algo a ver com o Dia da Bastilha. O museu de arte chama-se Louvre, tem o formato de uma pirâmide, e a Mona Lisa vive lá com a estátua da mulher sem braços. E tem cafés e bistrôs - ou qualquer nome que dão a estes - em cada esquina...
Não é que eu seja ingrata, quero dizer, é Paris. A Cidade Luz!
A cidade mais romântica do mundo!"

Já tinha ouvido falarem muito bem sobre o livro mas, como não sou grande fã de romances, mal tinha considerado a leitura. Há um tempo atrás, porém, minha tia pareceu ignorar completamente tal fato e me deu Lola e o Garoto da Casa ao Lado de presente. Eu gostei da sinopse e minha amiga me disse que era parte de uma série, o segundo. Como pensei que fosse sequência, resolvi deixar de lado até ter lido o primeiro, então, na Bienal do Livro desse ano, comprei Anna e o Beijo Francês.

No livro, a personagem principal, Anna Oliphant, é obrigada pelos seus pais (uma mulher comum e um escritor de romances à la Nicholas Sparks - me corrijam se estiver errada) a se mudar para a França, para terminar seus estudos em um colégio para americanos. Mas ela não quer sair de Atlanta, não quer deixar sua melhor amiga Bridge, seu irmão mais novo Sean ou seu quase namorado Toph (podem esperar bastante lamentação por conta disso).

Logo no seu primeiro dia na SOAP (School of America in Paris), ela conhece Meredith, que vive no quarto ao lado em seu dormitório, e Étienne St. Clair, que faz parte do grupo de amigos da garota. O livro não fala sobre as dificuldades de adaptação de Anna (o que é bem legal, levando em conta que grande parte dos YAs tem isso), e em pouco tempo ela já se acostuma com o lugar e as pessoas, fica amiga dos amigos de Meredith e até arrisca seu francês.

A medida que a história avança, ela se aproxima de St. Clair (e se você já leu/viu/ouviu algo sobre o livro, sabe que ele é considerado um garoto perfeito na maioria das vezes), mas ele já tem uma namorada e apesar do que sente, ela tenta se manter afastada. Será que vai dar certo?

O livro é bem leve e rápido de se ler. Ultimamente eu não tenho conseguido ler muito e mesmo assim li em um dia (dizem que eu leio rápido demais, mas nesse caso é verdade). Gostei de verdade do livro, da história e das personagens criadas por Stephanie Perkins. Aceitei um pouco mais o fato de que livros com foco romântico não são de todo mal e conheci um pouco mais sobre a França. Não vou ler Lola e o Garoto da Casa ao Lado agora por que já tenho vários livros que pretendo ler antes mas, sim, vou ler (e provavelmente resenhar!). 

Para quem tiver interesse, a autora criou uma playlist para o livro no 8tracks:


É isso, espero que tenham gostado! Quem já leu comente o que achou, e quem não leu diga se pretende ler. Vejo vocês em breve.

Laura.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

RESENHA: Insurgente, de Veronica Roth


Título original: Insurgent
Autora: Veronica Roth
Ano de lançamento: 2013
Editora: Rocco
Nota: 4/5

"Em Insurgente, segundo volume da bem-sucedida série de distopia que conquistou os fãs de Jogos Vorazes e alcançou o primeiro lugar na disputada lista dos mais vendidos do The New York Times, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama e a própria vida enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor."

AVISO: PODE CONTER SPOILERS

A resenha de hoje é sobre o livro Insurgente, segundo livro da trilogia Divergente, de Veronica Roth. A história se passa num futuro distante, no qual a sociedade está dividida em cinco grupos – referidos como facções –, que tem diferentes virtudes como base. Os livros contam a história de Tris, uma garota de 16 anos que não se encaixa em nenhum grupo por ser apta a vários.

Nesse livro, após a destruição da sua facção escolhida, a Audácia, ser destruída, Tris procura abrigo e ajuda em outras facções. Isso faz com que ela conheça mais sobre elas e a situação pela qual elas estão passando após a guerra que acontece no primeiro.  Mas nesse processo ela também se conhece melhor e entende mais sobre sua divergência. Além disso sua relação com Quatro é posta a prova a medida que inúmeros problemas acontecem. E tudo isso se intensifica quando ela descobre que Marcus esconde um grande segredo que envolve o motivo da morte de seus pais.

Eu não esperava muito do livro já que tinha visto algumas criticas negativas antes mesmo de ser lançado no Brasil, então não li logo que saiu. Não estava tão ansiosa para lê-lo, mas como eu estava errada. 

Apesar de não ter lido muito rápido, o livro é muito bom e me surpreendeu em diversas partes. Ele consegue manter a qualidade do primeiro (é até melhor na minha opinião) e trazer novos acontecimentos o tempo todo. Apesar de aprofundar na relação da Tris com o Quatro, o livro continua cheio de aventuras. Alguns momentos realmente me surpreenderam pois nunca imaginaria que tais coisas poderiam acontecer. 

Gostei muito e mal posso esperar pela sequencia, Allegiant (ainda sem tradução para o português) que lança nos EUA no fim de outubro. O livro será traduzido pela Rocco e ainda não tem previsão de lançamento. 


Recomendo pra todos que gostem de aventuras adolescentes ou distopias. Os livros já lançados são muito bons e o terceiro também parece ser. Até a próxima.



Lets.


terça-feira, 1 de outubro de 2013

RESENHA: Correr ou Morrer, de James Dashner



Título Original: The Maze Runner
Autor: James Dashner
Ano de Lançamento: 2010
Editora: V&R
Nota: 4/5

"Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho.

Quando a caixa metálica chega a seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos que o acolhem e o apresentam à Clareira, um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum deles sabe como foi parar ali, nem por quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do Labirinto que os cerca se abrem, e, à noite, se fecham. E que a cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Porém, um fato altera de forma radical a rotina do lugar - chega uma garota, a primeira enviada à Clareira. E mais surpreendente ainda é a mensagem que ela traz consigo.


Thomas será mais importante do que imagina, mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr, correr muito."


Correr ou Morrer se inicia com Thomas, um garoto que não se lembra de nada a seu respeito além do nome, que acorda em um elevador que julga estar subindo. Depois de algum tempo, o elevador para, se abre, e Thomas se vê cercado por garotos; garotos que chamam o elevador de Caixa, o lugar onde se encontram de Clareira e também não sabem sobre suas vidas ou o por quê de estarem ali. 

A Clareira nada mais é do que um grande espaço aberto cercado por imensos muros, com portas que se abrem durante o dia e se fecham durante a noite. Mas isso muda quando uma garota chega. As portas não se fecham mais, e a mensagem que trouxe quando saiu da Caixa só torna tudo mais misterioso.

O que mais me atraiu em The Maze Runner foi o fato de não ser uma série de romance. Não é segredo pra ninguém que eu não gosto tanto de coisas melosas, o que me complica, já que hoje em dia quase tudo o que se lê tem pelo menos um casal água-com-açúcar. Em The Maze Runner isso não acontece, o foco é totalmente direcionado às descobertas dos personagens, e o romance presente ali é mínimo. 

O livro tem um público alvo masculino, mas tem atraído a atenção de muitas garotas. Acho isso bem legal, ajuda a aumentar a diversidade de leitura das pessoas. A escrita de James Dashner é incrível e ele consegue sustentar cenas de ação e suspense muito bem. Ainda não li os outros volumes da série, mas pretendo ler.

Pra quem não sabe, Correr ou Morrer vai ganhar uma adaptação cinematográfica prevista para 2014. Se já leram, o que acharam e o que esperam do filme?

Até a próxima postagem,

Laura.